quarta-feira, 20 de maio de 2009

Theresa Andersson asks; How to feed an empty heart?

Theresa Andersson; New Orleans Jazzfest/2006

Outro dia um colega me mostrou o vídeo dessa moça; "Na na na" gravado na cozinha por Thereza Andersson.
Sabe o que é ficar boqueaberta, com direito a gotinha de saliva quase escorrendo pelo cantinho esquerdo da boca?
Não, eu não estava tendo um AVC...foi de pura admiração mesmo!
Quanta leveza e alegria. Quanto talento e criatividade, meu Deus!
E não é que a moça é mesmo muito, muito boa?! Oras, e como é... E eu pensando, cá com meus botões; “puxa, Polliana, bem que você podia se esforçar mais um pouquinho! Não precisa ser multi instrumentista/compositora/cantora/intérprete (ufa...)mas cê podia aprender de verdade, pelo menos, o violão (que eu ganhei há uns 13 anos...) já que você tem um tanto de cifras e anda preguiçosa pra ler partitura... e de repente um solo de violino interrompeu meus pensamentos.
Eu senti um aperto no coração! Aquele som, que encerra a música, é a apoteose da apresentação.
É o momento em que as cordas, bem agudas, tomam forma de ondas que se elevam gradualmente ganhando volume, corpo, tensão. São robustas, com colorações rosáceas numa paisagem lilás!
Era como cheiro de jasmim e lavanda, mas bem suaves, o suficiente para atrair a atração de alguém lá em cima. E fazê-lo parar, ainda que fosse por um instante, para prestar atenção.
E fiquei apenas olhando para a moça, para Theresa.
Nesse dia eu fui para um churrasco, depois pro plantão, enfim, fiz milhares de outras coisas.
Mas sempre que parava pensava na moça, pensava na canção, e especialmente, no violino.
E hoje, assistindo ao vídeo pela milhonésima octocentésima trigésima primeira vez, eu entendi;
Ela diz na letra que está tentando alimentar, preencher o seu coração vazio.
Ela está clamando, mesmo sem saber!
A bíblia fala a partir de Romanos 8:19 que a criação aguarda – ardentemente- a revelação dos filhos de Deus!
Talvez Theresa não saiba como preencher seu coração, nem jamais tenha pensado nisso. Mas, como criatura de Deus, seu Espírito anseia por comunhão com Pai e sabe que só Ele pode preenchê-la.
É uma questão de escolha. E para escolher é preciso conhecer; conhecer A VERDADE!
Eu querendo ser como Theresa.
O Espírito me revelando docemente; “querida, ela quer ser como você”.
E há muitos outros ao meu redor, cheios de criatividade, alegria, talentos e dons. Repletos de boa vontade, bondade, mas profundamente vazios!
Ah, Deus, que eu seja ousada e confiante para manifestar às suas criaturas a sua Glória através de mim, em nome de Jesus!
Assista ao vídeo, sem preconceitos, e se puder, ore por ela.
Eu senti vontade de fazer isso...

http://www.youtube.com/watch?v=C8Li-DaJny4

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Abertamente


Se há um princípio que aprendi trabalhando com politramautizados é que, a primeira coisa que procuramos quando vemos sangue em um corpo é a origem da ferida.
Pena eu ter me esquecido de um detalhe tão elementar para outras áreas da minha vida que não estivessem relacionadas com meu trabalho.


Até hoje!
Conversando com uma das discípulas do Senhor com quem tenho tido o privilégio de andar, pude esclarecer algumas dúvidas, amenizar a ansiedade e tranqüilizá-la simplesmente incentivando-a a dizer o que lhe afligia o coração. Não foi tarefa fácil para ela; em dado momento me disse toda encabulada o quanto detestava se expor. Eu sei...também odeio, mas me peguei dizendo: “Fulana, se você não disser, não vou poder intervir”
Ah, que tapa de luva na minha cara! Terminei de proferir essas palavras e senti o Espírito me dizer; “Se você não se expor, não vou poder curá-la...”


Há um princípio bíblico fundamental em questão; nossa relação com o Senhor se dá pelo conhecimento de quem Ele é, fundamentalmente por causa de nossa carência de salvação! Eu é que preciso conhecer a Deus cada vez mais, não o contrário! Ele se revela a mim por sua graça e misericórdia, porque me ama com um Amor indízivel. Eu me achego a Ele porque necessito de sua graça e misericórdia e careço de Seu Amor indizível! Sou eu que necessito falar com Ele, me mostrar a Ele, me expor para ser salva, liberta e restaurada. E Ele se deleita em ser o que salva, cura e liberta minha alma!


No Éden, o Senhor nos mostra o quanto é importante ser transparente diante Dele. Quando Adão e Eva se vêem nus pela primeira vez, a humanidade aprende a dissimular, fingir, mentir pra si e, especialmente, para Deus.
Nós, cristãos, muitas vezes erramos no mesmo princípio, mesmo que na essência, seja por razões bem diferentes. Não nos omitimos diante de Deus para dissimular ou fingir, mas por estarmos acostumados a ser moralmente e “evangelisticamente” tão positivos, tão bonzinhos, sempre com um discurso esperançoso, biblicamente correto, ainda que nossa ferida esteja aberta, doendo e com um péssimo odor. Simplesmente a cobrimos com um pano “santo” e esperamos que ela cicatrize.

Mas não irá....
Sem expor a ferida, não sabemos de onde vem o sangue, não temos noção de onde devemos limpar, suturar, proteger e, aí sim, deixar cicatrizar.



Quando vi meu coração dilacerado a primeira coisa que fiz foi chorar até derreter!

Ponto pra mim!
Davi fez o mesmo quando Zicalgue foi saqueada pelos amalequitas e suas mulheres e crianças levadas cativas (I Samuel 30). Foi um golpe tão violento que no verso 4 há a referência de que aqueles valentes de guerra prantearam até não haver neles mais força para chorar.
E está certo! Tenho pavor dessa gente que não se abala com nada, nada lhes dói, nada lhes custa. “Tudo vai melhorar, porque Deus está comigo e blá, blá...” Não estou dizendo que devemos ser seres desesperados e murmuradores. Só acho que, como humanos, deveríamos nos permitir chorar nossas perdas, sofrer nossas derrotas com bravura. Quando reconhecemos o tamanho e a importância da nossa perda, tornamo-nos mais corajosos para lutar em busca do que se foi.

Aí eu perdi todos os pontos!
Entrei na onda “menina super poderosa gospel” que já passou por muita coisa na vida e que ia sair dessa também! “Ó, Jesus, nem preocupa que eu já estou ótima...” E o sono indo embora, a fome indo embora, o devocional indo embora, o coração partido, a força esmorecendo...tudo errado!

Depois de chorar e reconhecer sua derrota e sua perda, Davi se esforçou no Senhor (ISm 30:6). Não saiu feito louco correndo atrás do prejuízo, mesmo dando a maior importância aos seus queridos. Também não adotou a postura “foi da vontade do Todo Poderoso, fazer o quê?” Ele se expôs a Deus e o consultou: “Devo perseguí-los? Alcançá-los-ei? (I Sm 30:9)”

Isso sim faz toda a diferença; sofrer, chorar, mas mostrar ao Senhor o nosso coração, perguntar a Ele o que deve ser feito, rasgar o tal paninho santo,que no fundo é roto, e esperar pelo bálsamo do Espírito Santo! Como é bom estar nua diante de Deus!
Algumas vezes será necessário se exp0r diante dos homens também; confessar, reconhecer, perdoar, pedir perdão...faz parte do processo de cura que Deus opera em nós.
E sim, eu verdadeiramente creio que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” e se a dor momentânea do meu coração será testemunho perpétuo das maravilhas de Deus entre seus filhos, estou disposta a abrir mão do meu desejo de me recolher e me expor ao Senhor e a quem Ele desejar.

As vezes tendemos a “costurar folhas de figueira” para encobrir nossa nudez. Não quero mais ser assim; se preciso me cobrir, que seja com o sangue de Jesus. E nada mais!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Em razão do sofrimento...


" E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo..." Joel 2.32


Por que não invocar o seu nome? Por que correr para esta e aquela pessoa, quando Deus está tão perto e ouvirá o meu fraco chamado? Por que sentar e inventar planos e traçar esquemas? Por que não ir imediamtamente ao Senhor e lançar-me sobre ele, e o meu fardo comigo?

Aquele que prossegue em frente sem se distrair é o melhor corredor - por que não corrermos de uma vez para o Deus vivo? Em vão buscarei livramento em qualquer outra parte. Mas em Deus o acharei; pois ali tenho sua promessa, que é garantida.

Não preciso perguntar se posso ou não invocá-lo, pois a expressão "todo aquele" inclui a mim também. Ela se refere a qualquer pessoa que invocar a Deus. Seguirei, portanto, a direção do texto e imediatamente invocarei ao Senhor que fez a promessa.

O meu problema é urgente e não vejo como posso obter livramento, mas isto não compete a mim. Aquele que fez a promessa achará caminhos e maneiras de cunpri-la. Minha parte é obedecer ao seu mandamento, não cabe a mim dirigir seus conselhos. Eu sou servo, não seu inquiridor. Eu o invocarei, e ele me salvará. - C.H. Spurgeon, extraído de Mananciais no deserto, pag 128.