domingo, 21 de junho de 2009

3:05 da manhã...

As palavras.
Me fascinam desde sempre. Gosto delas, gosto mesmo delas...Têm os sentidos mais variados , que tanto têm a ver com os significados que o dicionário lhes atribui com relação às coisas que designam quanto com o enunciado ou frase, ou com o discurso, ou com o texto todo, no qual estão incluídas e entram em relação com outras palavras. Mas, o que me fascina mesmo é o fato que as palavras se caracterizam, principalmente, pelo seu “uso”, ou seja, por quem as pronuncia, quando, para que, para quem,como, onde,quanto são ditas.
E, ainda; as palavras, mudam radicalmente de sentido de acordo com a especificidade de seu “contexto” que pode ser filosófico, científico, literário, político, religioso, mitológico, popular, enfim, elas são definidas pelo “gênero” do texto ou discurso que integram.
Assombra-me pensar que nós, usualmente, não temos noção do poder das palavras. Das nossas palavras! Que a usamos de maneira vã e pouco reverente, ela, a palavra, que é uma ferramenta tão comum, corriqueira e natural que esquecemo-nos deque elas podem salvar (figurativamente, literalmente, depende...) ou destruir alguém...só com as palavras.
Assombra-me (mas, ainda assim, me encanta mais que assombra...) pensar que o grande EU SOU, a estrela da manhã, o leão da tribo de Judá é o VERBO.
Jesus é a PALAVRA.
Falar (conceito meu, me perdoem os Darwinistas) não é meramente uma ferramenta de comunicação humana bem evoluída e eficiente; é o reflexo da glória divina na primazia de sua criação caída! Uma quase Imagem e semelhança...
Falar tem muito poder porque o VERBO é todo poderoso.
E eu falo demais.
E falo de menos.
E preciso, desesperadamente, que o Espírito Santo me ensine esse mistério; que às vezes a tanto a dizer que Ele mesmo intercede ao meu Pai por eu não saber fazê-lo como convém; noutras vezes há tanto do sobrenatural que meus recursos lingüísticos naturais não bastariam, então, Ele me ensina uma linguagem angelical. E que também há de se ter coragem pra dizer o que é difícil. Sensibilidade para dizer o que é delicado.
Paciência para dizer pra ninguém o que só Deus precisa saber.
E Silêncio.
Para ouvir a PALAVRA, entender a PALAVRA, se firmar na PALAVRA, se calar na PALAVRA.
E assim poder ouvir as palavras, entender as palavras, firmar-se (ou não) nas palavras.
Calar-se.
Dizer.
Escolher.
Entender...
as palavras.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pensando alto...


Algumas vezes as palavras de outros falam tão fundo como se fossem nossas...


"Faithful" by Brooke Fraser


There's distance in the air and I cannot make it leave

I wave my arms' round about me and blow with all my might
I cannot sense you close, though I know you're always here But the comfort of you near is what i long for


When I can't feel you, I have learned to reach out just the same
When I can't hear you, I know you still hear everyword I pray
And i want you more than i want to live another day
And as I wait for you maybe I'm made more faithful

All the folly of the past, though I know it is undonei still feel the guilty one, still trying to make it right
So i whisper soft your name, let it roll around my tounge, knowing you're the only one who knows me
You know me

Show me how I should live this
Show me where I should walkI count this world as loss to me
You are all I want,
You are all I want.
P.S; Originalmente no dia 07 de Junho, antes da Dani ir dormir e desligar o roteador pra não se incomodar com o brilho verde que resplandece no quarto..aff!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Prelúdio de Milagres



Almighty God my redeemer

My hiding place my safe refuge, no other name like Jesus

No power can stand against You.

My feet are planted on this rock

And I will not be shaken

My hope it comes from You aloneMy Lord and my salvation

Your praise is always on my lips

Your word is living in my heart


And I will praise You with a new song,

My soul will bless You Lord

You fill my life with greater joy

Yes I delight myself in You And I will praise You with a new song,

My soul will bless You, Lord

When I am weak, you make me strong

When I'm poor, I know I'm rich for in the power of Your name


All things are possible

All things are possible

All things are possible



All things are possible (Hillsong, Austrália)



Amém! Essa é uma canção do ministério Hillsong gravada em mil setecentos e bolinha (velha, velha, velha...) mas que me encoraja e me alegra extremamente! Comprei esse cd em minha última viagem a BH e não consigo parar de ouvir!


Uma declaração de louvor, gratidão e de reconhecimento ao que Jesus fez por nós e a quem Ele é, aleluia!!!Sinto-me tão feliz!!! Explico;


Vocês conhecem a síndrome A.A.A.A???


Anarquista,


Ateu,


Agnóstico e,


Alcoólatra!

É a raça menos tolárevel ( e intolerante...) dessa terrra! Estão sempre nos perseguindo, rindo de nós; acusam a Bíblia de falsa, para eles Jesus é uma fábula tão infantil quanto as de La Fontaine. O Espírito Santo é sinônimo de histeria, a origem da vida não passa de milhares de explosões cósmicas num buraco negro extremamente energético, os seres humanos obra de mutações bem sucedidas, os cristãos são seres ignorantes e fracos que se apóiam em uma fé burra e obsoleta... afff...

Conheço um exatamente assim; o pai de uma grande amiga minha! Esse portador da moléstia A.A.A.A é um grande intelectual! Artista e filósofo também, cheio de preconceitos e muito, muitíssimo resistente ao evangelho!


Esse portador do A.A.A.A, há cinco dias foi tão confrontado em si mesmo que, diante de um estranho, às altas horas da noite, ensopado em lágrimas, clamou pelo Deus "da bíblia" e aceitou a Jesus como seu único Senhor e Salvador


Esse portador do A.A.A.A é pai de um homem de Deus, um pastor muito querido em Fortaleza. E foi na congregação de seu filho, sem que ninguém soubesse da decisão que ele havia tomado em segredo na noite anterior, pegou o microfone e declarou a toda igreja que precisava de Jesus. Ele não podia explicar filosoficamente o que sentia, mas que a culpa, a vergonha e a convicção de pecados que sentiu naquela noite eram tão grandes que só um Deus que pode, absolutamente, todas as coisas poderia perdoá-lo e aceitá-lo com amor!


Esse portador do A.A.A.A ainda não foi completamente curado! Salvo sim, sem dúvida! Curado não; a cura vem do relacionamento com o Médico dos médicos...


E por isso ontem, o portador do A.A.A.A parou em frente a um buteco e degustou uma bela dose de cachaça ( se ele soubesse que parar de beber é até fácil perto do verdadeiro sentido de ser cristão - morrer pra si mesmo- beber ou não seria algo tão pequeno, que talvez, ele até perdesse o desejo por uma branquinha...rs)!



"E você ainda está feliz, Polliana?" perguntaria algum curioso.




- Claro que sim!!! Há um cheiro de transformação no ar.




E, usualmente, o prelúdio é só a introdução (musical) de obras beeeeeem maiores...





segunda-feira, 1 de junho de 2009

Simplesmente GRAÇA...


Eu sei que Ele é piedoso e misericordioso e, portanto é desnecessário perdi-lhe que o seja. O que eu preciso é sentir, perceber, com meus sentidos, em minha alma, esta piedade e misericórdia, para quem sabe, calar esse grito que me dói o peito...
Até quando?
Até quando eu, que sou o ser mais privilegiado pelo fato de ter sido salva pela graça, que tenho plena consciência dos esgotos da minha carne e da vergonha que ele traz, terei de padecer sob o jugo da lei?
Até quando verei os homens e mulheres bons sobre a face da terra olhando para cruz, desejando-a ardentemente, mas inadvertidamente, retirando-a do monte onde fora conquistada, o Calvário, e transportando-a, juntamente com a dádiva que me trouxe vida – e que me fascina a respeito de Cristo – a GRAÇA, para o Sinai, sob o jugo da LEI, que é boa, mas que NÃO POSSO CUMPRIR ( e a história comprova!!!) apenas pela vontade?
Até quando precisarei sentir na carne a condenação que me foi tirada das costas há no mínimo dois mil anos?

Em nome da santidade, em nome da verdade, em nome do amor, em nome de Jesus, tenho visto e ouvido, paradoxalmente, as mais tristes histórias de consagração ao Deus cristão... e confesso que, talvez, não me importaria com a segunda parte se esta não me atingisse tanto!
São como estacas cravadas em mim dia após dia, um lembrete de quem eu NÃO SOU CAPAZ de ser AOS OLHOS DOS HOMENS...
Mas, e quanto ao que se diz; “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.”
A Lei em si, sem nenhuma pitada de Graça é tão perversa e ardil que transforma meus mais alegres e espontâneos sorrisos em escândalo inapropriado, meus mais afetuosos abraços em lascívia, pois me proíbe de ser o que sou com pureza, para não dar ocasião à carne...como se eu NÃO fosse de carne e osso e pele, e cérebro e muito, muitíssimo, coração!

“Onde abundou o pecado, superabundou a graça” Romanos 5:20
Esse é o princípio que me salva, que me traz cura, porque nunca fui o estereótipo de pecadora, mas só Deus conhece o peso da lama tirada dia a após dia do meu coração.
Eu dependo, demais, da graça! Só nela repouso em paz...
Tenho sido extremamente confrontada a respeito desse assunto nesses dias. É como se eu fosse despertada a largar os tempos da meninice em que a Lei me “educava” pela razão de que viria o tempo de andar com as próprias pernas, eu desfrutaria da liberdade ( e benção) da “graça” que a deturpação oriunda das mentes humanas confunde com “libertinagem”.
Ao contrário; o tempo da graça é o tempo de viver tudo aquilo que me é lícito, mas vetar o que não convém! É assumir a responsabilidade de pensar, sentir, ver, ouvir,escolher, discernir, ser-o-que-sou, mediante a nova vida em Cristo e à transformação (interior, e por isso reformadora...) que sua cruz fez e faz. Sim, faz, no presente, pois a cada dia, no tempo da graça, me permito ver como sou ( e isso não é agradável...) e reconheço que careço do Espírito Santo para realizar essa obra em mim! O Espírito, não eu!

Isso é, ao meu ver, graça. Conseqüentemente, nesse caminho estou indo em busca de santificação.
E por isso os cristãos têm tanta dificuldade em aceitar a graça; não podem ter controle sobre ela, pois não provém de nós mesmos; é graça DE GRAÇA!
Assim, preferem recorrer ao velho e seguro recurso judaico: ser zeloso da lei ou da lista, baseada em aparências e esforços próprios, no pode-não-pode, cheio de estereotipias, numa tentativa desesperada de abolir não só as culpas de nossas más ações praticadas, mas a culpa do que faz de nós quem somos na essência; pecadores! Essa transformação produz mudanças de fora para fora, dando a falsa aparência de conformidade com a lei, absolutamente comportamental e baseada no desempenho (uau, fazem “X" dias que não-------; a lista é infinita e cada um pode completá-la com o que quiser; prostituição, pornografia, masturbação, glutonaria, mentira, falsidade, auto - comiseração, etc). Mas, parafraseando um autor que gosto “quando o cidadão se percebe assim, tendo Deus – em Sua misericórdia – permitido que ele caísse em si e, finalmente, olhasse para dentro, então o que acontece é que ele não se reconhece, e se assusta, se escandaliza, se choca, se culpa, se penitencia! Não sabe porque “depois de tanto tempo de evangelho” o que habita seu interior são as mesmas raivas, angústias e escravidões de outrora, mas agora travestidas de ‘santidade exterior’; existem os mesmos bichos vociferando rancores e preconceitos,só que agora legitimados pela interpretação adaptada da Bíblia, que nos dá a entender que somos seres superiores, triunfalistas, uma raça cheia de méritos em ser santa, um povo que se “acha!” Por ser designado de propriedade exclusiva de Deus, sem qualquer compreensão que, em havendo tal eleição,ela é fruto de pura Graça, é anterior a nós mesmos, sendo anterior a qualquer coisa que tenhamos feito ou deixado de fazer, é anterior, inclusive, ao nosso próprio nascimento.”

Ah ( pausa para uma inspiração profunda)!!! Como é terapêutico pra mim escrever...postar é outro esquema ( certamente haverá um intervalo seguro entre idéias concebidas e coragem para publicá-las), mas eu nem consigo lembrar do semblante sombrio e das lágrimas que vertiam dos olhos da Polliana que começou a escrever esse texto. Nem o aperto eu sinto mais!
Acho que o problema maior é constatar que essa minha jornada ( por enquanto, né Jeová?!?rs) é ainda muito solitária! Como qualquer pessoa eu também quero aprovação aceitação, etc, que nem sempre encontro quando preciso. Mas sinto que estou em fase de “crescimento”, fico cheia de dúvidas, confusa, boba. Tropeço nas minhas próprias pernas, pensamentos, sonhos...
Me consola olhar a natureza; me aperceber de que depois das tempestades mais absurdas eu vi arco-íris lindos ( uma vez vi dois se encontrando...lindo!) que a chama do fogo queima, mas purifica o que tem valor. Que talvez muitos cristãos ou budistas, hindus, mulçumanos, judeus, transexuais, assassinos, pobres, ricos, enfim, pessoas como eu, também se sintam assim e que ao lerem esse registro, que pode alcançar lugares inimagináveis, possam repetir o que repito pra mim ainda agora: Deus é bom, haja o que houver, Ele ainda é bom, e não importa o que pensem (nem mesmo eu...) de mim; Ele me ama e vai sempre me amar.
“Senhor, obrigada por nunca desistir de nós e por se esforçar em nos transformar à imagem e semelhança de Seu filho amado, Jesus. Mostra-nos toda deturpação ou desvio da Tua Palavra, concede-nos, a todos, a GRAÇA de servir-Te contemplar-Te eternamente, a começar de agora. Que teu doce Espírito seja o único condutor nesta caminhada, e que por obra e graça Dele eu veja a Ti como verdadeiramente Tu és.
Amém.”