As palavras.Me fascinam desde sempre. Gosto delas, gosto mesmo delas...Têm os sentidos mais variados , que tanto têm a ver com os significados que o dicionário lhes atribui com relação às coisas que designam quanto com o enunciado ou frase, ou com o discurso, ou com o texto todo, no qual estão incluídas e entram em relação com outras palavras. Mas, o que me fascina mesmo é o fato que as palavras se caracterizam, principalmente, pelo seu “uso”, ou seja, por quem as pronuncia, quando, para que, para quem,como, onde,quanto são ditas.
E, ainda; as palavras, mudam radicalmente de sentido de acordo com a especificidade de seu “contexto” que pode ser filosófico, científico, literário, político, religioso, mitológico, popular, enfim, elas são definidas pelo “gênero” do texto ou discurso que integram.
Assombra-me pensar que nós, usualmente, não temos noção do poder das palavras. Das nossas palavras! Que a usamos de maneira vã e pouco reverente, ela, a palavra, que é uma ferramenta tão comum, corriqueira e natural que esquecemo-nos deque elas podem salvar (figurativamente, literalmente, depende...) ou destruir alguém...só com as palavras.
Assombra-me (mas, ainda assim, me encanta mais que assombra...) pensar que o grande EU SOU, a estrela da manhã, o leão da tribo de Judá é o VERBO.
Jesus é a PALAVRA.
Falar (conceito meu, me perdoem os Darwinistas) não é meramente uma ferramenta de comunicação humana bem evoluída e eficiente; é o reflexo da glória divina na primazia de sua criação caída! Uma quase Imagem e semelhança...
Falar tem muito poder porque o VERBO é todo poderoso.
E eu falo demais.
E falo de menos.
E preciso, desesperadamente, que o Espírito Santo me ensine esse mistério; que às vezes a tanto a dizer que Ele mesmo intercede ao meu Pai por eu não saber fazê-lo como convém; noutras vezes há tanto do sobrenatural que meus recursos lingüísticos naturais não bastariam, então, Ele me ensina uma linguagem angelical. E que também há de se ter coragem pra dizer o que é difícil. Sensibilidade para dizer o que é delicado.
Paciência para dizer pra ninguém o que só Deus precisa saber.
E Silêncio.
Para ouvir a PALAVRA, entender a PALAVRA, se firmar na PALAVRA, se calar na PALAVRA.
E assim poder ouvir as palavras, entender as palavras, firmar-se (ou não) nas palavras.
Calar-se.
Dizer.
Escolher.
Entender...
as palavras.
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