segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Deus ama seu povo desobediente: escolhas e O caminho. Parte I


Deus ama o seu povo desobediente... Oséias, cápitulo 11.
Não fosse isso, o que seria de nós?


Ultimamente Deus tem me sacudido com uma visão sobre nossa fragilidade “cristã” nos dias atuais.
Fragilidade essa demonstrada pela vulnerabilidade de valores, comportamentos, ações, que diante de uma dificuldade realmente grande, tomam rumos tão diferentes do que Deus ESCOLHEU para nós...

E não falo de gente fria, morna, ou desviada. Falo de gente perseverante no Senhor, apaixonada por Ele, mas que diante de provas duras demais se deixa levar, esmorecer, e se permite correr o caminho alternativo; não digo o caminho do pecado, não esse, até porque esse não é alternativo: é contrário!
E quem conhece a Jesus verdadeiramente tem muita dificuldade em, deliberadamente, escolher pecar!
Digo o caminho da permissividade.


Deus é amor, e por amor me deixou escolher: posso fazer aquilo que Ele deseja (porque sei que sua vontade é boa, perfeita e agradável...), mas posso seguir meu próprio coração fazendo o que Ele permite. Ainda que este não seja Seu desejo original para nós.


Foi assim no Éden:
Eva conversou demais com a serpente, deu muita corda pro Diabo e ficou tão confusa que aceitou da maçã.
Já Adão, não! Esse rapaz sabia EXATAMENTE o que estava fazendo, mas quando percebeu que Eva havia se perdido e das conseqüências que isso traria ( ser separado dela) decidiu, conscientemente, comer também.
Ele não pensou na ruptura da comunhão com seu Pai, que tudo lhe dera, inclusive Eva, não pensou em clamar a Ele por misericórdia para sua esposa, não se lembrou de seu Deus, apenas da sua dor e perda.


E desobedeceu. Ao meu ver a desculpa clássica ( a mulher que me deste (...)Gn 3:12) não revela essencialmente sua covardia, como muitos acreditam, mas vai muito além; Adão sabia como tocar no coração do Pai, na verdade ele se desculpava com o Senhor lembrando-lhe o significado implícito “daquela” mulher: um pedaço de si, carne da sua carne, parte de sua costela! A mulher sem a qual ele não sabia viver. Era como se dissesse:
“- Deus, eu te amo, mas como eu poderia não comer sabendo que viveria eternamente sem minha Eva? Eu não tive outra escolha...”


E repetidamente a igreja moderna tem olhado para o Senhor ante suas desgraças pessoais e feito a mesma alegação: “Deus, não posso suportar isso, sei que me amas e tem misericórdia, por isso, dessa vez, minha escolha é não fazer o que Tu mandas, mas seguir meu coração.”
E isso, hoje, está comsumindo meu coração! Porque faço parte dessa Igreja e não quero que minha consciência com Deus seja sedada pela alegação de que Ele é amor, e que, desde que eu não peque, tudo bem!Tenho medo de, sem perceber, abandonar meu Deus e cair na conversa de que Deus entende, perdoa, restaura e etc!


E você deve estar se perguntando agora:

“- Uai, Polliana, tá doida? Começou dizendo que o caminho era alternativo, que não se tratava de pecado, mas acabou de descrever o pecado original!!! Tá bebendo água ardente, irmã?! Explica ou vai ser excomungadaaaaaaaaaaa!!!”
Explico:


Bem, é que não existe caminho “alternativo”! Ainda que não estejamos pecando, incialmente, quando saímos do centro da vontade de Deus vamos nos dirigindo por atalhos que invariavelmente nos levarão para FORA do caminho.

A idéia de um caminho “alternativo” é mentirosa! Quem a inventou foi o Pai da mentira afim de que escolhessemos coisas “boas” em detrimento do que é “certo”! Ainda que a bíblia possa, inúmeras vezes, citar “caminhos”, no plural, sabemos que quando Deus se refere à Salvação só há um Caminho conhecido!
Esta é a verdade! E a verdade, não é baseada em filosofia moral, ética, satisfatória, ou sensorial. A verdade é a VERDADE e isso significa que ela é Jesus!
E o que Ele diz sobre caminho é o seguinte:

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontre”. Mateus 13:7


E mais uma vez a palavra declara:

“Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte.” Provérbios 16:25


E finalmente, Ele diz:
"Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o Caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão Por mim". João 14:6.

E o que estamos fazendo aqui? Não seria uma peregrinação ao encontro de nosso Pai, que nos aguarda ansioso em sua Jerusalém Celestial?

E esse caminho não é Jesus?Então, como - alguém me faça entender - como posso chegar ao final do caminho se minha escolha não for a mesma de Jesus?

Como permanecer fiel ao propósito eterno e ter a garantia de chegar ao fim se meu caminhar é meu e não Dele?


Como ter garantias de não me perder no meu próprio caminho?!


Volto em breve com a 2ª parte...

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