
logo Ari no blog...
Até pra criar um blog ele é criativo.
Criativo, profundo, inteligente, servo, discípulo, compromissado, simples, brasileiro...
Ariovaldo Ramos; o cara que tem me ensinado sobre missão integral e o verdadeiro evangelho do Reino...
Engraçado: não nos conhecemos, mas como a VERDADE é universal e imutável, eu sinto tanto conforto "lendo" ele... de alguma maneira ele me responde, com textos assim, porque, algumas vezes eu tenho vontade de não ser levita e ir embora pra Samaria... mas não vou!
O Ari me anima...
Lê aí!
Polli
Certo homem descia de Jerusalém para Jerico, quando foi assaltado, e surrado, e deixado para morrer, na beira da estrada.
Ele era sacerdote. Todos os sacerdotes e levitas o conheciam.Jerico era o seu campo missionário, mas, naquele dia, ele foi impedido de chegar lá.
E tudo indicava que jamais chegaria.
Casualmente, outro sacerdote descia de Jerusalém para Jerico.
Tudo indicava que o sacerdote, em estado moribundo, estava salvo.O outro sacerdote o reconheceu, mas evitou se envolver...
O moribundo era tido como um bom sacerdote, mas, pensou o outro, essas coisas não deveriam acontecer a bons sacerdotes, logo, deve ter alguma coisa errada com ele.
Mesmo assim, parou, mas, a distância... Se ele se mexer ou esboçar qualquer pedido de ajuda... Ajudo. E o moribundo não se mexeu.
Nisso chega um levita, reconhece o sacerdote moribundo, todos o conheciam; conversa com o outro sacerdote, sobre o que poderia ter acontecido com tão bom sacerdote, ao que o outro sacerdote retruca, dizendo que, talvez ele não fosse tão bom sacerdote assim!
Quem sabe o que teria acontecido? E sugeriu o que o levita o acompanhasse na observação... Se o moribundo se mexesse ou esboçasse qualquer pedido de ajuda... Ajudariam.
E o moribundo não se mexeu...E eles se foram, comentando como as aparências enganam...
As vezes a gente pensa que está diante de um grande sacerdote, e, sem o saber, está diante de uma vida cheia de complicações, que acaba por expor-se desnecessariamente, e aí, o inevitável acontece: é derrotado.
De fato, aquele sacerdote, deixado à própria sorte, era conhecido por sua fibra, já havia passado por poucas e boas, e resistido, não fazia sentido vê-lo em tal estado.
A dupla de religiosos, também comentava isso.
O que eles não sabiam é que o tal sacerdote, a exemplo do herói escocês, William Wallace, na versão cinematográfica Brave Heart, de Mel Gibson, fora atacado, e surrado, e deixado para morrer, por um amigo. William Wallace fora atacado, quando intentava contra o Rei da Inglaterra, Eduardo I, por Robert de Bruce, nobre que Wallace queria ver Rei, mas, que o traiu.
O sacerdote, também, enquanto lutava contra o rei da maldade, um amigo o traiu.
O amor é mais forte do que a morte, mas, quando a morte coopta um amigo como seu agente, o amor frustado tira todo desejo de lutar pela vida.
E, por isso, o moribundo não se mexeu.
E veio um samaritano... Ele não sabia do sacerdote, apenas condoeu-se ao ver um homem à beira da morte, e correu para socorrê-lo.
Chamou-o para atividades que não tinham a ver diretamente com a sua fé, mas que lhe permitiam vivê-la e anunciá-la. E ele desistiu do sacerdócio, embora, mantivesse sua fé e sua vida na comunidade. Mas ele não queria mais estar no mundo dos sacerdotes.
Entendeu que nessa nova ordem sacerdotal não havia espaço para a simples amizade.
Para essa nova ordem, ser amigo é arriscar-se muito.
Bem, essa verdade é milenar: ser amigo é arriscar-se!
Porém, na nova ordem, ninguém quer correr risco.
Todos estão prevenidos: é melhor evitar do que remediar.
A dupla religiosa que o havia deixado ao largo, comentou o fato com outros religiosos, eles, amigos, ainda que com alguma dor, resolveram, também, evitá-lo.
Parece que alguns sacerdotes estão repensando, mas, pode ser muito tarde, o nosso sacerdote está cada vez mais propenso a só andar com samaritanos.