terça-feira, 31 de agosto de 2010

Perdão


Eu li isso e fiquei boqueaberta...sério!

É incrível como o Espírito Santo usa todas as maneiras possíveis e impossíveis pra expressar a nós o que há no coração de Deus!

Eu tenho um testemunho tremendo, mas só vou contar daqui uns dias... não é por suspense não, gente,(hihihihihihi =D) é que agora eu tô uma moça bem obediente ao Espírito Santo! E Ele sabe o tempo, o modo, o jeito e o propósito...

Que Deus abençõe a vocês, tanto quanto fui abençoada ao ler essas palavras!


Precisamos curar...e sermos curados!


Naquele que é a pura expressão do amor e Nele não há nenhum rancor....

Com amor,

Polli


Perdão (por Ana Paula Valadão Bessa, em Dallas, 26 de agosto)


Sei que todos nós passamos por decepções.

Temos expectativas sobre como gostaríamos que as pessoas que amamos agissem, mas nem sempre elas vão corresponder.

As pessoas têm conviccões diferentes umas das outras e precisamos entender isso. O nosso “certo” não é o “certo” do outro, e não podemos exigir que todos pensem como nós.

Cada um tem um nível de egoísmo, de materialismo, e meu padrão só serve para medir a mim mesma, e não o outro.

Quando acontece uma ferida em um relacionamento, precisamos escolher amolecer o coração, e não endurecê-lo. Na nossa perspectiva podemos ter todos os motivos e razões para reter a raiva, a amargura, mas isso é como um veneno que nos fará adoecer.

Tenho percebido que muitas vezes sofremos por pessoas que não estão sofrendo por nós ou pelo mal que nos causaram. Talvez elas nem se dêem conta do que nos feriu e decepcionou (ou se dão, não se importam).


Por isso, para o nosso próprio bem, a raiz de amargura que brota no profundo do nosso coração deve ser arrancada, antes que cresça e se transforme em uma árvore que toma conta de tudo.
Lembro-me do texto de Hebreus 12:14, 15b ”Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor… nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, VOS PERTURBE, e por meio dela, muitos sejam contaminados.” (grifo meu)


A raiz de amargura, quando cresce, perturba a nós mesmos. Somos os primeiros e maiores prejudicados. Parece uma dor no coração que não sabemos como sarar. Depois, tudo ao nosso redor corre o risco de ficar contaminado. Perdemos o sabor da vida, outros relacionamentos sofrem por estarmos amargos, azedos. E por isso precisamos arrancar esta raiz enquanto está pequenina, no começo, antes que fique mais difícil e uma grande “cirurgia cardíaca” seja necessária.

Gustavo que, como cônjuge, sofre comigo a minha dor, estava orando e leu Marcos 11:25 “E, quando estiverdes orando, SE TENDES ALGUMA COISA CONTRA ALGUÉM, PERDOAI, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas”.


Como isso é interessante. É como se o Espírito Santo, que sonda e conhece nosso interior, não nos deixasse sossegados enquanto não perdoarmos quem nos ofendeu. Se não Lhe damos ouvido, mas continuamos indo diante de Deus em oração, corremos o risco de estar agindo religiosamente, e não em uma atitude de devoção sincera. É como se disséssemos: -”Sai pra lá, pensamento bobo! Estou aqui para orar por isso, aquilo, mas não para lidar com esse sentimento, com meu próprio coração. Estou aqui para ministrar, ou para cantar, para levantar as minhas mãos… deixa essa situação pra lá”.


E vamos nos tornando hipócritas diante do Senhor. Só queremos falar e fazer, mas não ouvir o que Ele tem para nos dizer. Mas, se ao contrário, assim que Ele nos apontar onde precisamos ser tratados, nos quebrantarmos, receberemos a cura e a restauração.

Deus falou ao nosso coração que o poder para perdoar acontece na oração. Esse é o lugar e o

momento em que podemos ser tocados por Deus. Somente se pararmos aos pés do Senhor, derramando e aquietando nosso coração na presença dEle, receberemos o poder para perdoar. Ouviremos e atenderemos. Escolheremos liberar perdão.

O perdão não vai brotar naturalmente. Pelo contrário, nossa mente nos levará a remoer e pensar muitas coisas que poderíamos dizer, cobrar, o que gostaríamos que acontecesse ao que nos ofendeu, e sentimentos terríveis de vingança podem surgir dentro de nós. Se não buscarmos uma intervenção divina dentro de nós, não conseguiremos perdoar.

Perdoar é uma escolha, e só alcançaremos isso na força do Senhor em nós. Em oração, dia após dia, como em um processo do qual não podemos desistir, precisamos buscar a força de Deus para o perdão.

E então recebi outra instrução na Palavra. Olhar para o nosso exemplo maior, o próprio Senhor Jesus. As palavras dEle na cruz ressoavam em meu interior… “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Abri a Bíblia e li as várias descrições da crucificação nos Evangelhos até encontrar estas palavras libertadoras, que estão em Lucas 23:34.
Li também a instrução de Jesus aos discípulos sobre como devemos orar, em Mt 6. Em secreto oramos, e o Pai, que vê em secreto, nos recompensará. E então passa a nos ensinar a orar. Até que lemos: ” E perdoa-nos as nossas dívidas, ASSIM COMO nós temos perdoado aos nossos devedores.” Mt6:12 (grifo meu).
E não termina por aí, mas os versos seguintes dizem: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” Mt6:14,15.


Por mais chocante que sejam as palavras de Jesus quanto à reciprocidade do perdão de Deus para nós à medida em que também perdoamos o outro, precisamos aceitá-la. Confesso que nunca ouvi uma pregação sobre isso. Ninguém nunca me disse que se eu não perdoar alguém, Deus também não me perdoará. Mas Jesus disse isso várias vezes, como no texto que o Gustavo também leu para mim.


Enchendo-nos da Palavra e perserverando nela, olhando para Cristo e Seu modelo, recebemos o poder para perdoar. Toda perturbação que a falta de perdão nos traz vai embora e a paz de Deus enche nosso coração e a nossa mente. Ao invés de um coração endurecido e amargurado, que contamina a tudo o que vemos e está ao nosso redor, retornamos à doçura da vida.

Livres, perdoados, orando e perdoando.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Não deixam rastros...




























Provérbios 30:18
Há três coisas que me maravilham e a quarta não consigo entender:
O caminho da águia no céu,
O caminho da cobra na penha,
O caminho do návio no meio do mar, e
O caminho de um homem com sua donzela.

Polliana,
Belo Horizonte, 25 de Agosto de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Escolhendo um "Rei"


Gente, deixei de lado meus achismos aqui no blog pra falar de algo sério e que realmente tem ardido em meu coração:

Política!

Não, não se preocupe; eu não sou da direita conservadora, ou da esquerda liberal, não sou do "meio termo", não sou socióloga, antropóloga, nunca me aprofundei nas questões do direito constitucional, civil, eleitoral...

Eu sou só a Polliana.

Mas essa Polliana tem um dever de eleger alguém pra governar este país! Essa Polliana já fez sua escolha, e esta escolha é Marina Silva.

Sim, eu sou cristã, me congrego em uma igreja batista, sou díscipula de Jesus, e talvez você pense que minha escolha tem relação religiosa.

Não, não tem!

Justamente porque leio a bíblia, sei que a maior bobagem que um povo pode fazer, é eleger um "rei" segundo seus interesses pessoais.

Isso já aconteceu antes na história, foi em Israel; o povo tinha o melhor Rei que poderia haver: um Rei Todo-Poderoso, mas que era invísvel, capaz de ganhar qualquer guerra ou batalha, mas que usava exércitos pequenos, preferindo usar seus prórpios poderes, confundindo os inimigos e assim fazia seu povo prosperar.

Este Rei era absoluto; em caráter, em palavra em justiça em poder.

Mas, não...Israel olhava para as outras nações que tinham reis humanos. Ora, se todos têm um rei assim, por que nós seríamos diferentes?

E eu lhes pergunto: porque assusta tanto ser diferente?

Por que assusta tanto uma mulher parda, simples, que com muita força de vontade e muita fé em Deus, venceu a pobreza, a ignorância, o machismo e se propõe a melhorar esse país?

Por que escolher o que há anos escolhemos, e sabemos que dá uma melhoradinha ali, pra piorar acolá?

Precisamos de uma nova Reforma! Não uma Nova Reforma Protestante, não um Novo Concílio de Trento.

Nós precisamos de uma reforma nas nossas consciências, nas nossas mentes, na acomodação das nossas escolhas irreponsáveis, nos nossos "achismos"!

Paremos de achar; vamos ter certeza!

Eu não posso garantir, nem a mim mesma, sobre o caráter, a lealdade, e firmeza da Marina. Claro que não! Eu não há conheço como conheço o Rei de Israel!!!
E assim, como você, já fui ludibriada outras vezes...

Mas eu posso ter certeza das propostas que li e da plataforma equilibrada e bem estruturada que ela construiu!

O povo de Israel pagou tão caro por Saul...

Eu prefiro pagar por escolher não segundo a opinião dos outros, ou os números da pesquisa eleitoral, ou a opinião do William Bonner!

Eu prefiro pagar por escolher alguém, que pelo menos, queira realmente tentar algo que nunca foi feito neste país:

MUDANÇA!


Segue abaixo a resposta da Marina ao comentário feito por Dom Moacyr em maio deste ano:



Ao amado Dom Moacyr

Por Marina Silva

Li na Folha (22/5) sua afirmação de que sou frágil e não tenho perfil para a Presidência da República.

No início, fiquei triste. Já tinha ouvido algo parecido do senhor, de forma carinhosa, mas ler assim como está no jornal tem outro peso.

Refletindo mais, reconciliei-me com sua mensagem.Quando ando por aí, muitos me dizem que minha luta é de Davi contra Golias.

Então vamos conversar sobre passagens bíblicas, que conhecemos bem. Elas se completam e iluminam o que quero dizer.Quando Saul terminava seu reinado, Deus mandou o sacerdote e profeta Samuel ungir novo rei entre os muitos filhos de Jessé.

O profeta procurou entre os mais belos, os mais fortes e os mais habilidosos, mas Deus descartou todos. Jessé lembrou então de Davi, o seu filho mais novo, que pastoreava ovelhas. O profeta o achou muito fraquinho, meio esquisito.

Mas Deus ordenou que o ungisse rei dos israelitas, porque olhava para o seu coração, e não para a sua aparência.Foi assim que Davi foi escolhido para ser rei.

E logo provou seu valor ao enfrentar Golias, o gigante filisteu, guerreiro acostumado a usar escudo, capacete e armadura e a manejar a espada. O jovem Davi, aparentemente fraco e sem muito preparo para aquele tipo de duelo, ganhou a luta porque não tentou usar a armadura de Saul, que lhe fora ofertada e nem lhe cabia direito.

Usou sua própria arma, a funda, e ali colocou a pedra para jogá-la no lugar certo, na testa do gigante.Assim como o senhor, dom Moacyr, Samuel era homem corajoso, temente a Deus, preparado para o sacerdócio desde um ano de idade.

O senhor é muito importante na minha vida, da mesma forma que Samuel foi na vida de Davi. E está me vendo com olhos cuidadosos, preocupados com circunstâncias que talvez me causem sofrimento. Mas, como sabe por experiência própria, não podemos ficar presos às circunstâncias.

Quando o senhor chegou ao Acre, aos 36, enfrentou os poderosos e ficou do lado de Chico Mendes e de todos os que eram aparentemente fracos e despreparados para enfrentar os gigantes das motosserras.

Como me ensinou, não me intimido com as circunstâncias e procuro me encontrar com o que está no coração de homens e mulheres sinceros, que, como o senhor, buscam fazer o melhor, apesar das dificuldades e riscos.

Aprendi com o senhor boa parte dos valores que me guiam, entre eles não vergar a coluna às pressões dos interesses espúrios.
Por favor, meu amado irmão, não me diga agora que esses valores não servem para governar o Brasil e me fragilizam.

Tranquilize-se: eles são e continuarão sendo a minha força e a minha funda diante dos desafios, qualquer que seja o tamanho deles.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Felizes são os fracos




Amo o Pr. Gustavo porque ele é simples!

Amo a simplicidade.

Inspire-se!
Polli


Essa afirmação de Jesus é totalmente estranha ao nosso mundo onde os fortes, os ricos, os aplaudidos, os admirados, os bonitos e os poderosos parecem escrever a história.

Os fortes estão na mídia e ditam os costumes, estabelecem os padrões de comportamento, influenciam as pessoas em relação aquilo que elas irão gostar e comprar.

As pessoas, em geral, os consideram felizes. Afinal, nas revistas e na televisão, eles sempre aparecem sorrindo e lançando palavras positivas. Contudo, Jesus diz que felizes não são os fortes, mas os fracos.

“Bem-aventurados – felizes – os humildes de espírito”.

Os humildes de espírito são aqueles indivíduos que olham para si mesmos e se reconhecem fracos, frágeis, limitados, tantas vezes cansados e esgotados diante das pressões do dia-a-dia. Eles não têm neles mesmos mais forças para continuar lutando contra os demônios que aparecem ao meio-dia e nas sombras da noite. São muitas as batalhas que acontecem tanto do lado de fora, nas situações e trincheiras do cotidiano, quanto do lado de dentro, nos castelos interiores da alma.

Aquele ímpeto, muitas vezes corajoso e arrogante, do primeiro Moisés – eu vou tirar o povo do Egito com a força do meu braço, eu vou fazer e acontecer, eu tenho posição, autoridade e capacidade – deu lugar à fragilidade do segundo Moisés que, depois de uma longa jornada de 40 anos no deserto, diante da sarça ardente confessou: “eu não sei falar”, ou, em outras palavras: “na verdade, eu não sei para onde ir e nem por onde começar.”

No humilde de espírito, a força deu lugar à fraqueza e abriu espaço para que o poder de Deus se aperfeiçoasse, como o próprio apóstolo Paulo afirmou: “O poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Os argumentos cessaram, as palavras sumiram, os recursos acabaram, os exercícios espirituais se mostraram limitados e o indivíduo se encontra sozinho, no deserto da existência humana, desnudo diante do seu Deus e, talvez, pela primeira vez na vida, reconhecendo as próprias limitações.

O coração pródigo, que um dia gastou todos os seus bens, palavras e sonhos numa terra distante, e que agora se encontra fragilizado, rodeado de angústias, perplexo diante das tantas perguntas sem respostas e ansioso quanto ao dia de amanhã, sabe que não tem mais nada a oferecer a ninguém. Ele reconhece que está na total dependência e liberalidade do Outro. Sem ele saber, durante a sua peregrinação pelas veredas da vida e emaranhados das escolhas pessoais, ele se abriu para o maravilhoso encontro com Deus e sua bendita Graça.

Para os que não sabem, Graça é favor, nunca retribuição; é imerecida, nunca conquistada; é estendida aos que perderam, nunca aos que se acham vencedores; é revelada aos fracos, mas permanece oculta àqueles que se acham fortes; é presente de Deus, jamais uma realização da força humana. Os fortes nunca a encontram, mas, segundo Jesus, os fracos são bem-aventurados, pois deles é o Reino dos Céus.

Que a força de Jesus nos preencha em nossa fraqueza.
Gustavo Bessa.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Partindo...



Jesus está tentando me ensinar...

A dizer adeus às pessoas que amo, sem tira-las do meu coração;

Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar e assim aprender por fé e não por vista!

A abrir minhas janelas para as promessas de Deus.

Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo, a ser forte quando os que amo estão com problemas; e achar consolo no Espírito Santo.


Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;

Ouvir a todos que só precisam desabafar;

Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;

Perdoar incondicionalmente, pois já precisei – e preciso – tanto desse perdão;
A aprender com meus erros e principalmente com os alheios;

Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;

A pedir perdão;

A aceitar o perdão;

A sonhar acordada;

A acordar para a realidade.... lembrando que "não atentando nós para as coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem eternas"
II Co 4:18

Estou partindo...

Pra deixar Jesus me ensinar o que eu preciso tanto aprender...


Polliana/Chaplin